quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Matemática e impacto social da tecnologia da informação

SESSÃO COLETIVA 9
Unidade 17
Matemática e impacto social da tecnologia da informação
28/09/2009

No TP4 unidade 17, trata da Matemática e impacto social da tecnologia da informação, realizada no dia 28 de setembro de 2009 das 14:30 às 18:30 horas, na UNEMAT/ VILA RICA – MT.
Nesta sessão coletiva, de início trabalhamos o texto produzido em um jornal no Dia Mundial do Meio Ambiente, baseado nele, fizemos algumas reflexões sobre a consciência ecológica. Considerando a importância de se fazer este tipo de discussão com os alunos na escola, em prol da consciência ou do comportamento ecológico, que isso será de grande proveito para o futuro da humanidade.
Na seqüência foi exibido o slide sobre “Quem Mexeu No Meu Queijo” que faz reflexão da necessidade de encontrar o novo cominho e atingir o sucesso de mudança. Não se confortar na mesmice ou na negação, e sempre procurar o novo, a mudança de hábitos velhos e se livrar do medo de procurar o novo, pois quando vence o medo, você sente-se livre para renovar as atitudes de trabalho.
Foi também exibido o filme sobre potência.pp5, no qual mostra as dimensões da potência de 10, do Micro ao Macrocosmo. No filme faz um passeio viajando em alta velocidade pulando em distâncias múltiplas de 10. Começamos com 100 e equivalência com 1 metro aumentando em proporções múltiplas de 10 seja, 101 ( 10 metros ) e 102 (10 x 10 = 10 metros ) sucessivamente, até o limite da nossa imaginação, na direção do macrocosmo. Depois retorna mais rápido, até o ponto de partida, para iniciar uma viagem inversa, ou seja, diminuindo as distâncias percorridas em proporções múltiplas de 10, para dentro da matéria, o microcosmo. Refletindo sobre as leis no universo é possível observar que o ser humano tem muito que aprender.
De acordo com a parte A da sessão coletiva, abre um espaço para “Socializando o seu Conhecimento e Experiências de Sala de aula” em que cada cursista pôde mostrar a situação-problema desenvolvida em sala de aula e as produções dos alunos, com as respectivas tarefas dos mesmos.
Na parte B, foi realizado uma atividade prática, em que foi possível organizar a turma em grupo e distribuído material, como papel pardo e folha de ofício para elaboração de cartazes e desenvolver os cálculos, podendo verificar de quantos modos diferentes poderiam estar desenvolvendo a atividade 1 e 2, através de diagrama, tabela, ou árvore de possibilidade, procurando observar a maneira mais adequada para a situação. Assim, nos grupos menores foram desenvolvidas as atividades, e posteriormente apresentadas para o grande grupo na turma.
Na parte C da sessão coletiva conversamos sobre os assuntos da próxima unidade, para impulsionarem a leitura e o desenvolvimento da unidade 18, que explorará novamente os métodos, o princípio fundamental de contagem e o raciocínio combinatório, priorizando assim a utilização da tabela, como uma outra forma de representação e de princípio multiplicativo.

A ÁGUA DOCE COMO UM BEM QUE SE TORNA CADA VEZ MAIS ESCASSO PARA A HUMANIDADE


SESSÃO COLETIVA 8
14/09/2009

Esta oficina do TP4 unidade 15 centrou-se na questão da água doce como um bem que se torna cada vez mais escasso para a humanidade. Realizada no dia 31 de agosto de 2009 das 14 às 18h, na UNEMAT/ VILA RICA – MT.
Iniciamos trabalhando dois slides “a perspectiva de Almeida Divino” incentivando o professor cursista a olhar para o tamanho do nosso universo, e que precisamos aproveitar o máximo de cada experiência a cada momento vivido e até mesmo a cada segundo, amplie sua visão e abra sua mente. Outro slide “o grande axioma da vida” de motivação, animando para não desanimar no meio do caminho, que o profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência. Assim, após a exibição destes slides houve um momento para reflexão dos mesmos, buscando analisar e comparar com os textos de referência da unidade 14 “qual a diferença entre Multidiciplinaridade, Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade” e também o da unidade 15 “Erros: mentiras que parecem verdades ou verdades que parecem mentiras” onde cada cursista teve a oportunidade de esgotar colocando sua opinião sobre os mesmos.
Na parte A da sessão coletiva, abriu-se espaço para o socializando o conhecimento da unidade 14, nisto foi possível cada cursista relatar suas experiências de sala de aula. O cursista A apresentou sua experiência com a situação problema 1, “Construção do sistema solar” mas que ainda não foi possível concluir o trabalho com os alunos, que apenas discutiu a situação-problema e eles ficaram empolgados com o assunto. O Cursista B, trabalhou situação-problema 5, que fala da nanotecnologia. Alguns computadores usam essas tecnologias, possuindo componentes de dimensões diminutas. Apresentou aos alunos um texto que fala da nanotecnologia, apresentou uma atividade do ENEM que enfoca os aparelhos de nanotecnologia, como os pendraves com possibilidade muito grande de armazenamento, uma bíblia eletrônica que pode colocar na ponta de um dedo. O cursista C introduziu a situação problema 3, um avião voando a uma distância constante do centro da terra igual a 6.390 km, segundo o professor cursista não pode concluir esta atividade devido a uma reunião pedagógica que teve na escola. O cursista C apresentou sua pesquisa através de um questionário, sobre Consciência Ecologia desenvolvida com 15 alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Profª Maria Esther Peres.
Partimos para a parte B da sessão coletiva dividimos a turma em três grupos, para realizar a atividade prática de determinação de altura de uma construção. No qual cada grupo buscou uma parte que interessasse na escola para calcular uma altura, como altura de uma árvore no pátio, altura de uma coluna da escola, altura do telhado. Em que foi possível utilizar a semelhança de triangulo e comparar com altura de uma pessoa ou de um bastão.

NOSSO LOCAL DE TRABALHO







A FORMAÇÃO DO CIDADÃO/CONSUMIDOR CRÍTICO, PARTICIPATIVO E AUTÔNOMO


QUESTÃO DA FORMAÇÃO DO CIDADÃO/CONSUMIDOR CRÍTICO, PARTICIPATIVO E AUTÔNOMO, A PARTIR DO QUAL PODEMOS EXPLORAR SITUAÇÕES ENVOLVENDO MEDIDAS, O SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES, CONCEITOS DE NÚMEROS CORRETO E DUVIDOSOS E NÚMEROS SIGNIFICATIVOS, COM SUAS REPRESENTAÇÃO DOS NÚMEROS RACIONAIS, ATRELADOS À NOÇÃO DE MEDIDAS, A IDÉIA DE ERROS E MÉDIAS DE TENDÊNCIA CENTRAL

SESSÃO COLETIVA 7
31/08/2009

Esta oficina do TP4 unidade 13 propõe de início, a socialização de algumas atividades realizadas em sala de aula como transposição didática, realizada no dia 31 de agosto de 2009 das 14 às 18h, na UNEMAT/ VILA RICA – MT.
No primeiro momento da sessão coletiva foi apresentado o filme “O NUMERO 1” como motivação e discussão sobre A história da Matemática do texto de referência da unidade 11. Através da história da matemática é possível desenvolver no aluno a noção de conhecimento matemático, e que ela é uma produção humana, mas que pode ser explicada pela história dos homens, e que é possível construir a matemática nos mais diversos contextos socioculturais resolvendo situação-problema. Assim, se bem trabalhada pode servir para alunos, professores, pais e público em geral. Foi também discutida a história da matemática na formação do professor que é de fundamental importância. Procuramos discutir até que ponto o professor tendo uma visão fragmentada de um conteúdo matemático, pode ter reflexo no aprendizado do aluno, sobre a maneira de como foi trabalhado esse conhecimento.
Na parte A da sessão coletiva, alguns cursistas apresentaram o socializando conhecimento, atividades propostas para Sala de Aula, no qual o professor A apresentou a atividade 13 do TP 3 unidade 12 seção 3, que examina a interdependência entre a distância percorrida por um aluno e o tempo. Este professor apresentou todo o desenvolvimento da atividade, desde o momento do deslocamento da sala de aula, até o pátio da escola, as medidas encontradas com trena e com o cronômetro do celular, e o registro das medidas alcançadas. Depois retornou para sala de aula, fez os registros em tabela e a construção dos gráficos junto com os alunos. O professor B, também socializou o desenvolvimento da mesma atividade com sua turma, enfatizando que não foi possível desenvolver toda atividade, devido a turma ser mais de 30 alunos, e isso dificultou o processo da atividade, mesmo assim, levou a turma para o pátio da escola, separando em dois grupos: masculino e feminino para facilitar o trabalho. Nestes grupos foi possível desenvolver todas as medidas, a construção das tabelas e dos gráficos na lousa, pelos próprios alunos. Houve também a socialização do professor C, da pesquisa que seu grupo desenvolveu sobre a consciência ecológica, com um grupo de acadêmicos do município, em que foi possível constatar nesta pesquisa, que ouve um índice bom de altamente conscientizados. Nesta pesquisa, o grupo percebeu que não daria para analisar o comportamento ecológico somente com este questionário, e que precisaria de uma pesquisa mais detalhada e até mesmo de uma observação diária no grupo pesquisado, para conseguir bons resultados.
Na seqüência, trabalhamos a atividade 14 da Seção 3, na qual os cursistas puderam desenvolver os cálculos para verificar qual das duas formas de pagamento escolheriam? Os cursistas desenvolveram a atividade passo a passo, a cada dia dobrando o seu pagamento até poder constatar, a partir de qual momento é mais vantajosa uma proposta em relação a outra. Ao final perguntei a eles se teria outra possibilidade de cálculo para a mesma situação-problema que poderia alcançar o resultado de maneira mais rápida. Assim, eles começaram falando de seqüência numérica, e que existia a razão porque estava dobrando o valor a cada dia e também chegaram a conclusão que seria possível trabalhar pela soma da PG Sn= a1. (q1 – 1) / q – 1, e que utilizando esse processo seria possível chegar ao resultado mais rápido.
Na parte B, sobre discussão da transposição didática, foi possível realizar atividade voltada à tomada de decisão de uma compra a prazo, cada grupo desenvolveu a situação-problema apresentada, mostrando os resultados e suas opiniões sobre a aquisição do produto. Houve um consenso no grupo que pelo valor do juro, vai depender do objeto que irá adquirir, caso esse objeto for de utilidade diária e que não seja supérfluo é vantajosa a sua compra, mas se for um objeto ao contrário do que se diz é melhor esperar o tempo para realizar a compra.
Houve um grupo que elaborou uma seqüência didática desta situação-problema anterior, procurando adequar a uma situação que possa ser aplicado aos alunos de 6ª série. Primeiro faria uma pesquisa junto aos alunos, quais objetos que eles gostariam de para seu uso pessoal, e diante das respostas listadas, pediriam para eles sair a campo e fazer a pesquisa do valor de cada objeto individual e discriminado a maneira de pagamento se a vista, se tem desconto, ao preço normal ou se a prazo, se tem juros, qual a taxa de juros, se passa do dia de pagamento se tem multa além do juro. Com posse destes dados partiria para calcular e analisar juntos verificando a melhor forma de aquisição do objeto proposto.
USANDO O CONCEITO DE VARIÁVEIS PARA DISCUTIR ECOLOGIA
SESSÃO COLETIVA 6
17/08/2009

Esta oficina do TP3, unidade 11, trata de uma resolução de situação problema: ferramenta para generalizar padrões, realizada no dia 17 de agosto de 2009 das 14:30 às 18:30h na UNEMAT/ VILA RICA – MT.
Foi proposto no início da sessão coletiva um slide – Carta escrita no Ano 2070. Texto publicado na revista – Crônicas de los Tiempos de Abril de 2002. Após a apresentação do slide abriu-se para discussão no grupo o tema consciência ecológica e comportamento ecológico nos dias atuais. Também discutimos um questionário sobre ecologia para os cursistas fazerem uma pesquisa em seu ambiente de trabalho procurando adaptar a realidade de seu público. Nesta pesquisa podiam utilizar-se dos seguintes critérios para sua classificação: A (altamente conscientizado), B (bastante conscientizado), R (regular conscientizado), P (pouco conscientizado) ou N (nada conscientizado).
Como o tempo da sessão coletiva não dava para desenvolver a pesquisa, foi proposto aos cursistas se dividirem em duplas, para desenvolver em outro momento e trazerem os resultados na próxima sessão coletiva.
Na seqüência juntamos as duas turmas Matemática/Português para discutirmos junto ao coordenador do curso Gestar II de Vila Rica - MT, o andamento do curso e as dificuldades dos cursistas em estar participando das sessões coletivas, e quanto ao desenvolvimentos das atividades propostas pelo curso. Houve reclamações quase gerais, que o curso está muito corrido e que não dá tempo para desenvolver todas as atividades propostas. Admitindo que a proposta do curso em si, é muito boa, as situações problemas são bem significativas, mas não estão conseguindo desenvolver as atividades propostas pelas unidades dentro do tempo previsto.
No entanto, foi orientado que sua dedicação ao máximo nas leituras dos TPs, no desenvolvimento das atividades e fazerem a transposição didática das situações problemas para os alunos, é de grande proveito para seu aperfeiçoamento individual e profissional, e com certeza o maior beneficiado nesse processo é a aprendizagem do aluno.
Trabalhamos também algumas questões, como Reflexão do programa, as quais foram aplicadas aos cursistas, para serem respondidas, como: 1) Por que os alunos têm dificuldades de aprender Matemática? Quais as hipóteses? 2)Em que aspecto o Gestar II está ajudando a solucionar os problemas levantados na questão anterior? 3) O que mudou em sua sala de aula a partir do Gestar II? Por quê? 4) Qual a participação da Direção, coordenação, funcionários e professores com relação ao programa gestar II?
Veja algumas considerações dos professores/cursistas de acordo com questões acima:
1) “que a metodologia do professor não atingiu o aluno”; “o conteúdo trabalhado de maneira fragmentada sem nenhuma ligação com o contexto do aluno”; “os alunos tem dificuldade de associar uma teoria com a prática, tornando um mundo imaginário desconectado com os seus conhecimentos”; “dificuldade de interpretação”; “o aluno entra na escola sabendo contar, comparar e analisar matematicamente e logo no primeiro ano de escola é freado e começa a regressão em seu aprendizado tornando incapaz de resolver problemas”.
2) “se for trabalhado com seriedade, compromisso pode solucionar ou amenizar as dificuldades do professor em sala de aula”; “o conteúdo está sendo atropelado, a cada 15 dias, não podemos mudar de temática na sala de aula”; “os conteúdos são relacionados a questões do dia-a-dia, através das situações-problemas, porém é preciso mais tempo para trabalhar cada atividade de acordo com o desenvolvimento do conteúdo”; “o gestar trás um apoio de caráter metodológico para nós professores no que se refere a qualificação e a trabalhar conceitos matemáticos vivenciados pelos alunos em sua vida cotidiana”; “o gestar é um programa, que tem seus conteúdos bem organizados e distribuídos em redes, isso contribui muito para o aprendizado”.
3) “o gestar está possibilitando trabalhar de forma interdisciplinar quando há tempo e planejamento para a temática, quando não há, é um desastre”; “nas atividades que desenvolvi, os alunos ficaram motivados, pois atribuíram significados”; mudou em relação a prática de atividade ligada ao cotidiano do aluno”; “muitas das vezes não sabemos o momento oportuno, e como devemos trabalhar os conteúdos relacionados a prática para que este torne motivador e tenha participação de todos”; o gestar está me auxiliando para trabalhar matemática, considerando que não é minha área de formação, o gestar é muito válido”.
4) “ os professores e diretores têm se esforçado para o bom andamento do programa”; “ não temos espaços para estudar as questões do gestar com os colegas, temos que participar do projeto sala de professor com todos os professores e discutir assunto da escola”; “todos são empenhados no desenvolvimento de todos os projetos propostos”.

Percebe-se que em algumas respostas houve algumas contradições, mas no geral os professores estão gostando do programa e o interessante que os alunos estão bem entusiasmados com as atividades propostas pelo curso. Agora, os cursistas mostraram em suas respostas que está muito corrido, não dá tempo de desenvolver as atividades com toda dedicação e tempo, e isso dificulta tanto o seu aprendizado, como dos alunos.




VARIANTES LINGUÍSTICAS

OFICINA GESTAR II
UNIDADES 01 E 02 TP1
VARIANTES LINGUÍSTICAS: DIALETOS E REGISTROS
VARIANTES LINGUÍSTICAS: DESFAZENDO EQUÍVOCOS
VILA RICA, 28 DE SETEMBRO DE 2009
FORMADOR: VALCIR TREVISAN


Iniciamos a oficina com o vídeo TONY MELNDEZ com o objetivo de motivar o grupo a jamais desistir diante das adversidades. Após a apresentação, quase todos os presentes estavam emocionados.
A discussão sobre “norma culta” foi produtiva, pois levou o grupo a pensar sobre o cuidado que devemos ter ao valorizarmos demasiadamente a normatização da língua para não discriminarmos os alunos classificando-os como não cultos ou incultos por ainda não dominarem a norma padrão da língua. O efeito pode ser contrário e os alunos se sentirem incapazes de aprender a língua portuguesa por não dominarem a “norma culta”.
A escola deve propiciar aos alunos, experiências com todas as variantes lingüísticas. O convívio constante com usos diferentes das variantes lingüísticas faz com que os alunos percebam as diferenças e optem por uma ou outra em situações diferentes de comunicação. Considerar apenas a norma padrão como adequada é um exagero e desconsiderá-la também é um erro.
À medida que as pessoas aumentam sua escolarização, aumenta a preocupação com o uso da norma padrão porque as situações de comunicação e o mercado de trabalho exigem mais formalidades na fala e na escrita nas mais diversas situações e o estudante sente a necessidade de dominar cada vez mais a norma padrão para adequar-se às situações diversas.
O próximo passo foi a realização da atividade proposta pelo TP, na qual os grupos discutiram o texto apresentado e as questões sugeridas.




video

PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: REVISÃO E EDIÇÃO
















OFICINA GESTAR II
UNIDADES 23 E 24 TP6
PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: REVISÃO E EDIÇÃO
LITERATURA PARA ADOLESCENTES
VILA RICA, 14 DE SETEMBRO DE 2009
FORMADOR: VALCIR TREVISAN

Diante do fato de que os temas desta oficina são importantíssimos e geram polêmica devido aos resultados alcançados que muitas vezes não são satisfatórios decidimos escrever sobre o porquê das produções textuais não apresentarem um resultado satisfatório, já que a maioria dos alunos alega não conseguir produzir um bom texto.
Reproduziremos, a seguir, as opiniões dos cursistas distribuídos em grupos.
“Muitos são os desafios para conseguir produzir um texto que tenha coesão, coerência e que consiga desenvolver no mesmo o que realmente é proposto.
São vários os fatores que levam os alunos a não produzirem um bom texto, primeiramente a falta de preparação e conhecimento do professor, a forma que a produção textual é trabalhada e as próprias estratégias que utilizadas. O tempo que é disponibilizado para a escrita é insuficiente e uma estratégia fundamental e pouco utilizada é a correção justificada, correção esta que é feita com o próprio aluno abordando o porquê do erro. Muitas vezes até o espaço/ambiente contribui para a má produção textual por não proporcionar ao aluno o silêncio, a reflexão,...
Outro fator predominante é a resistência que o aluno tem para não aprender, para não produzir. O uso da oralidade constante muitas vezes influencia nos resultados de uma boa produção textual, pelo fato de o aluno não escrever para os outros lerem, deixando a desejar na escrita.
A leitura é, sem dúvida, outro fator fundamental para uma boa produção textual, mas, infelizmente, ela passa a ser tão complexa quanto a escrita. A falta de objetividade e o uso excessivo das regras gramaticais fazem com que os alunos não produzam textos conforme desejamos”. (IZAILDES, SHIRLEY, GILDA e SULA)

“Muitos mitos rondam a questão da produção textual na sala de aula, uns dizem que “bons leitores, bons escritores”, outros que os mais comunicativos e tagarelas produzem textos com mais facilidade.
Sabemos que as situações anteriores são verdadeiras até certo ponto. Nem sempre os bons leitores são bons escritores e nem sempre os tagarelas produzem um bom texto. Existem casos de pessoas que não possuem o dom da oralidade, porém escrevem com certa propriedade, outros leem muito e não conseguem escrever aquilo compreenderam. Podem até recontar a história lida, mas nem escrevem.
O processo de escrita é doloroso e exige dedicação, esforço e paciência para a refacção. Machado de Assis, por exemplo, considerado um grande escritor teve seus momentos de angústias e dificuldades com a escrita. Fato quase inacreditável! Nossos alunos também apresentam certas dificuldades ao escrever e cabe a nós professores analisar a origem desse aluno, de onde vem, o que faz, a estrutura familiar, econômica e social, que prazeres e desprazeres já vivenciou.
Diante de tudo isso, a pergunta permanece em nossa mente, por que nossos alunos não produzem textos conforme desejamos? Poderíamos arriscar algumas respostas, falta de leitura, falta de intimidade com a biblioteca, falta de conhecimento do tema abordado, a mecanicidade usada por alguns professores que passam um determinado título no quadro negro para que o aluno produza um texto sem antes discutir o assunto a ser escrito.
Até aqui o que tem prevalecido em grande parte é a falta de criatividade ao escrever um texto e a mesma pergunta: quantas linhas professora?
Podemos perceber, diante disso, que ainda falta para o nosso aluno o conceito do que é um texto e para que serve.
Quando trabalhamos de forma mais aprofundada um determinado assunto e este é de interesse do aluno a condição anterior pode ser amenizada, a leitura mais prazerosa, o conhecimento de mundo mais acessível e a junção dessas ideias com o aprofundamento das leituras. Um bom texto pode ser produzido após uma boa discussão”.
(MARILDES, LUSILENE, LIDIANE e ROSANGELA)

“- Às vezes, somos muito exigentes;
- não exploramos os temas de produção de forma que atinjam entendimento para produção escrita;
-não conhecemos bem nossos alunos para melhor atender suas necessidades;
- texto e sua finalidade de produção;
- desenvolver a habilidade e o gosto;
- criatividade e dinamicidade do professor;
- a atenção necessária interdisciplinar para desenvolver o interesse do aluno”.
(JOÃO BATISTA, JESUSMAR, MARISA)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ARGUMENTAÇÃO E LINGUAGEM











OFICINA GESTAR II
UNIDADES 21 E 22 TP6
ARGUMENTAÇÃO E LINGUAGEM
PRODUÇÃO TEXTUAL: PLANEJAMENTO E ESCRITA
VILA RICA, 31 DE AGOSTO DE 2009
FORMADOR: VALCIR TREVISAN

A oficina foi marcada por uma discussão sobre a postura de alguns cursistas que estão desmotivados a participar de cursos de formação continuada devido à desvalorização profissional por parte do poder público municipal que não incentiva os professores da rede a se atualizarem ou realizarem formação continuada, a situação salarial da categoria é desmotivadora e geradora de grandes discussões, por isso alguns optam em fazer cursos de especialização e abandonam o Programa Gestar II.
Como professor e formador do programa procurei mostrar ao grupo que o Programa Gestar II possibilita ao profissional de educação melhorar seu trabalho cotidiano e que, independente da desvalorização financeira e as más condições de trabalho, devemos investir nessa melhoria levando aos alunos uma educação de melhor qualidade.
Quanto a trocar o Programa Gestar II por uma especialização, não há nada a fazer, somente incentivar cada professor a buscar melhorias na carreira que escolheu.
A ação posterior foi a troca de experiências na qual cada professor presente expôs ao grupo o que realizou no Avançando na Prática para apreciação e comentários dos colegas.
A atividade coletiva ocorreu com a realização de duas crônicas pelos professores que foram divididos em dois grupos, um grupo escreveu sobre a docência e outro sobre um episódio constrangedor ocorrido numa escola estadual da cidade em que alguns professores (inclusive da coordenação) criticaram veementemente algumas professoras de Língua Portuguesa por terem trabalhado prostituição infantil na escola e trabalhado o filme “Anjos do Sol”, o fato rendeu inclusive uma denúncia à Secretaria de Educação do Estado.
OLHOS VENDADOS
“Até quando vamos fingir em não ver nossas crianças cuidando de outras crianças?
Os profissionais da Educação são podados ao trabalharem assuntos relacionados à prostituição infantil.
O filme ANJOS DO SOL, o qual retrata a prostituição infantil, mães que vendem as filhas para se livrar da responsabilidade. As meninas são levadas para um prostíbulo num garimpo. As cenas não são explícitas, no entanto subentende-se, os cafetões preferem crianças analfabetas.
Esse conteúdo fez repercutir uma polêmica deprimente associada aos idealizadores do projeto, mesmo sendo trabalhado detalhadamente com esclarecimento à comunidade, com pesquisa, palestrante da área de saúde e judicial.
Os pais que participaram, tiveram aceitação positiva, abrindo a visão em relação a nossa realidade que vem crescendo em grande número de prostituição precoce.
Através de pesquisas, foram detectados vários casos de crianças de 8 a 12 anos grávidas de pessoas próximas como: tios, padrastos e amigos da família.
Havendo uma preocupação em alertar os alunos e pais, surgiu a realização desse projeto.
No entanto, alguns colegas que se diziam tão esclarecidos repudiaram o projeto de conscientização dos nossos adolescentes, utilizando-se de hipocrisia dos valores éticos.
Ao discutirmos o filme na íntegra, alguns colegas criticaram que existiam cenas fortes, que o filme não foi bem escolhido, convocando todos os profissionais à assisti-lo, sendo que apenas uma professora sentiu-se emocionada, mesmo assim o caso foi denunciado à ouvidoria da Secretaria de Educação de Mato Grosso.
Após a análise do projeto pela SEDUC, a resposta foi louvável e que não haveria motivo para abertura de processo. No entanto, durante o período em que o projeto estava sendo analisado pela Secretaria de Educação, os professores passaram por humilhações e críticas.”
Autoras: Lidiane Heimerdinger Silva, Lusilene Alves A. Ferreira e Marildes Ribeiro de Souza.

DOCÊNCIA: UMA ROTINA PRAZEROSA

“É uma rotina que leva a vários prazeres e dissabores. Porém, esta contradição não leva àqueles que a possuem desistir dela ou mudá-la.
Levantar cedo, mais ou menos cinco da manhã, ir para o ponto de ônibus depois de realizar os deveres matinais, suportar o pesado sono da madrugadinha e resistir às trepidações das estradas são os pormenores mais comuns que recheiam a vida de quem trabalha nas escolas da zona rural.
Outros “prazeres” acontecem ao longo do dia como ficar sem o café da manhã devido ao pouco tempo para início das atividades diárias, lanchar o que, porventura, sobra, e ainda, testar a criatividade hora a hora dançando conforme a “música educacional”. É na famosa hora atividade, ao passo da escassez do material de apoio que o indivíduo se torna artista, criando e oferecendo suas atividades mais importantes. Uma vez que na relação aluno/professor/pais os descontentamentos da vida de professor não podem ocupar o primeiro lugar.
O momento de ministrar aulas é “sagrado”! Nada pode ser percebido, as barreiras enfrentadas até aquele momento devem ser insignificantes, o diálogo precisa ocorrer harmoniosamente sem interferências, mesmo que o desrespeito constante permaneça em evidência. Mas essa é a rotina implacável!!
Contudo, nesta vida de professor o ápice da questão ainda não está apenas nessas ações, é no ciclo vicioso do dia-a-dia que as diferenças vão apontando e ninguém entende por que o salário estadual dispara na frente do municipal, obrigando com isso a prática dos ditos “bicos”.
Mas, enfim, além de bater a poeira da estrada e encarar o serviço, nessa rotina de vida é preciso dar sequência às competências da profissão, sacudindo a poeira dos dissabores, pois uma coisa é certa – o sorriso e o otimismo não podem se equiparar a remuneração e os jugos que permanecem inertes.
Autoras: Gilda Maria de Oliveira Guimarães, Izaildes Cândida de Oliveira, Marisa Paulus Mota, Kiyoe Sasaki.

COESÃO TEXTUAL e RELAÇÕES LÓGICAS NO TEXTO

OFICINA GESTAR II
UNIDADES 19 E 20 TP5
COESÃO TEXTUAL
RELAÇÕES LÓGICAS NO TEXTO
VILA RICA, 17 DE AGOSTO DE 2009
FORMADOR: VALCIR TREVISAN

Iniciamos a oficina com o relato de experiências, no qual a maioria trabalhou o Avançando na Prática pg. 162, TP5, cuja atividade consiste em criar uma história a partir de um tema ou de um título dado. E Avançando na Prática pg. 196, trabalhar a organização do texto.
Como os professores/cursistas trabalham em escolas diferentes, as experiências com a produção e a metodologia utilizada também foi diferenciada o que proporcionou uma produtiva troca de experiências.
A segunda parte da oficina foi a apresentação de um questionário elaborado pelos formadores (Língua Portuguesa e Matemática), visando uma reflexão acerca do Programa e do trabalho desenvolvido nas escolas.
As questões foram:
- Por que os alunos tem dificuldades de aprender Língua Portuguesa e Matemática? Quais suas hipóteses?
- Em que aspectos o GESTAR II está ajudando a solucionar os problemas levantados na questão anterior.
- O que mudou na sua sala de aula a partir do GESTAR II.
- Qual a participação da Direção, Coordenação, Funcionários e Professores com relação ao GESTAR II.
A seguir transcreveremos algumas considerações dos professores/cursistas sobre as questões propostas.
“Acredito que seja porque os alunos não sabem realmente qual é a função da língua na vida de um ser quanto a sua relação social. A escola com seus funcionários não adotam métodos de ensino que contemplem esse aspecto, para trabalhar a linguagem de forma que o sujeito falante apenas aprimore na escola o seu conhecimento de fala e a passe para a escrita, e que, também, o ensino de linguagem produza sentido para os alunos.
O Gestar vem com um programa no qual o sujeito possa compreender a linguagem como função social, abrangendo todos os aspectos no sentido de fazer o aluno compreender como tudo na linguagem produz sentido.
A minha participação no Gestar fez com que eu me auto afirmasse nos métodos que utilizo no ensino da linguagem, pois traz a linguagem de forma bem simplificada e compreensível.
Não temos direção, e a coordenação acho que nunca leu um TP, e todas as vezes que fala sobre o Gestar é para passar recados. Em relação aos colegas e outros funcionários está tão difícil, pois só temos as quintas-feiras na hora atividade para falar e socializar, mas esse tempo é pouco, às vezes para os informes e problemas da escola.”
“A maior dificuldade que percebo entre os alunos, em relação ao português, se dá desde as séries iniciais. Onde o professor-mediador deveria despertar o interesse dos alunos, o que muitas vezes não acontece, e isso causa danos muitas vezes irreversíveis.
Minhas hipóteses são:
- quando o aluno entra na escola há o contraste de sua história de vida e a escola;
-as dificuldades que alguns professores têm em repassar os conteúdos;
- a discriminação do saber do aluno;
- a não leitura dentro e fora da escola;
- o não aproveitamento dos materiais elaborados pelos alunos.
Hoje consigo perceber essas dificuldades, que eu também contribui para que acontecessem com alguns alunos. Com o Gestar aprendi a ouvir mais o que meus alunos têm a dizer e o que estou fazendo que posso melhorar.
Porque a partir de um planejamento mais estratégico e fundamentado auxilia no ensino e na aprendizagem.
A dificuldade em relação ao envolvimento da escola é falho, porém por minha parte também, por não sentar e organizar com a coordenação e direção da escola. Quanto aos professores, a discussão sobre o curso é mais frequente devido às horas atividades.
No mais o Gestar só tem contribuído com minhas práticas pedagógicas.”
“Os alunos têm essa dificuldade de aprender português desde o começo na sua alfabetização onde os professores usam métodos ultrapassados e quando esses alunos chegam ao ensino fundamental já vêm com um certo trauma da leitura e escrita e até mesmo do professor dessas disciplinas. Se esses alunos viessem desde o começo com hábito de ler, o ensino seria bem melhor, pois a principal dificuldade é fazer com que os alunos leiam, seja texto, questões, livros, qualquer coisa.
Para melhorar deve haver mais incentivos de todos os professores e da escola para a leitura, projetos de leitura e atividades dinâmicas nas duas disciplinas.
Com o projeto Gestar II, nós professores, através da dinamicidade das atividades aos poucos estamos conseguindo reconquistar nossos alunos, tanto na leitura quanto na escrita, pois os Avançando na Prática são dinâmicos e nos dão novas ideias para trabalhar em sala de aula.
Com o Programa Gestar II também estamos conseguindo conciliar a produção de texto e a gramática que é um dos principais problemas do aluno na disciplina de português.
Já na parte de participação de direção, coordenação e funcionários há um certo desinteresse, pois tentamos nos comunicar sobre e não conseguimos no grupo, já os professores buscam material e conversar com a gente cursistas do gestar II, para melhorar também sua comunicação com seus alunos e ideias de atividades.”